João
Carrascoza
Quem eu sou?
João Anzanello Carrascoza, nascido em Cravinhos (SP) em 1962, é contista, romancista, redator publicitário e professor universitário. Ainda jovem, mudou-se para São Paulo para cursar Publicidade e Propaganda na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde se graduou em 1983. Na mesma instituição, concluiu o mestrado (1999) e o doutorado (2003) em Ciências da Comunicação, área em que desenvolve pesquisas com ênfase nos processos retóricos e na análise do discurso publicitário. Realizou pós-doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2014, investigando as interfaces entre publicidade e literatura.
Paralelamente à trajetória acadêmica, construiu sólida carreira como redator publicitário, atuando por cerca de duas décadas em grandes agências e desenvolvendo campanhas para marcas como Coca-Cola, Ford, Nestlé e Bayer. Essa experiência dialoga diretamente com sua atuação docente: desde 1990, é professor de Redação Publicitária na ECA-USP e também integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM (SP).
Na literatura, Carrascoza estreou em 1994 com o livro Hotel solidão, resultado de uma oficina literária coordenada por João Silvério Trevisan. Desde então, consolidou uma obra extensa e premiada, que transita entre o conto, o romance e a literatura infantojuvenil. Sua escrita é marcada por uma prosa de forte caráter poético, que se aproxima do lirismo ao explorar as relações humanas e as dimensões mais sutis da subjetividade.
Ao longo de sua carreira, recebeu alguns dos mais importantes prêmios literários do país, como o Jabuti, o Guimarães Rosa, o da Fundação Biblioteca Nacional, o da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e o da Associação Paulista dos Críticos de Arte, além do prêmio Radio France Internationale. Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas, como inglês, francês, italiano, sueco e espanhol, e o autor participou de programas internacionais de residência literária, como a Ledig House, nos Estados Unidos, e o Château Lavigny, na Suíça.
Atualmente, Carrascoza dedica-se à docência e à produção literária, mantendo uma escrita voltada à busca da essência das experiências humanas e à exploração sensível do cotidiano.
“As questões da infância são o ponto de partida, as iniciações. São mágicas, apesar de dolorosas, muitas vezes. Mas elas são as iniciações. Então, trabalhar com a temática da infância é sempre na tentativa de que há um início, um período de se encantar, de abrir, digamos, certas comportas. Já a temática da finitude é entender que também essas coisas vão acabar. Daí a apreensão do instante, daí você se entregar ao instante. E esse começo e esse final só têm sentido para mim se tematizam a condição humana. E ela começa dentro do núcleo familiar. Quer dizer, se trabalho para entender a mim, minha história e também entregá-la ao outro, o tema do eu e da alteridade estão presentes. Onde se dá o primeiro encontro com o outro?”
João Carrascoza
LABORATÓRIO DE TEXTOS

































